Uso de Suplementos e Polivitamínicos pelo Doente Renal Crônico

 Conheça mitos e verdades sobre vitaminas e suplementos

Fonte: https://bityli.com/5hRGL


Diferença entre suplementos e polivitamínicos

    Suplementos alimentares são substâncias produzidas e manipuladas de forma a complementar a alimentação, com a finalidade de fornecer nutrientes, substâncias bioativas, probióticas ou enzimas de modo adicional e concomitante a uma rotina alimentar equilibrada. Esses produtos são procurados, principalmente, por pessoas saudáveis, de forma a complementar a nutrição individual, no caso de dietas restritivas, alterações metabólicas, atividade física intensa, etc.    Polivitamínicos são suplementos alimentares que visam fornecer quantidades adicionais de vitaminas para a dieta do indivíduo, de modo a suprir alguma carência desse nutriente que porventura possa ocorrer na alimentação dessa pessoa.


Suplementos alimentares e polivitamínicos e seus efeitos nos rins

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    O uso inadequado de suplementos alimentares e polivitamínicos podem gerar sobrecargas de nutrientes no organismo, causando uma série de complicações à saúde. Frequentemente utilizados por jovens e esportistas que querem ficar com os músculos mais definidos, os suplementos só devem ser adotados após avaliação de profissional especializado e sob acompanhamento do médico ou nutricionista.

    O uso exagerado pode resultar em uma intoxicação e trazer problemas para a saúde. Estudos realizados já mostraram que o excesso de vitamina C pode levar a risco aumentado de cálculo renal.

    Quando uma pessoa toma um suplemento hiper proteico por conta própria esperando ganhar massa muscular, caso essa pessoa já tenha na alimentação a quantidade adequada de proteínas, o suplemento pode gerar sobrecarga em órgãos. Um dos mais afetados é o rim, que realiza a filtração do sangue e produz a urina, já que esses suplementos podem elevar a formação de substâncias tóxicas como ureia e amônia; e o fígado, que é o órgão "laboratório" do corpo, local onde todos os compostos químicos passam, e o excesso desse contato pode inflamá-lo.

    Há ainda os riscos de contaminação dos produtos, pois muitas vezes o rótulo não mostra, mas o suplemento pode conter anabolizantes, que causam sintomas como aumento da frequência cardíaca e estimulam o sistema nervoso central. Além disso, o suplemento não substitui nenhuma substância da dieta: deve ser usado juntamente com a dieta e nunca a substituir.


Pacientes em hemodiálise podem tomar suplementos e polivitamínicos?

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    Pacientes com doença renal crônica em hemodiálise estão sujeitos a terem uma desnutrição energética e proteico. A maioria desses pacientes fazem uma ingestão insuficiente de nutrientes, e principalmente de proteínas, o que compromete o seu estado nutricional. A nutrição desses pacientes é prejudicada também pelo uso de medicamentos, por distúrbios hormonais, gastrintestinais e pela presença de insuficiência cardíaca e infecções. O risco de desnutrição faz parte do processo de hemodiálise e pode se agravar com o tempo de hemodiálise. Portanto, um acompanhamento nutricional completo e minucioso desses pacientes é imprescindível.
    Promover uma alimentação equilibrada e que respeita os limites estabelecidos para pacientes renais crônicos não é uma tarefa simples. Devem ser garantidos os níveis adequados de minerais como o cálcio e o fósforo, bem como devem ser controlados os níveis de sódio, potássio e magnésio, assim como ofertar proteínas de qualidade que contenham aminoácidos essenciais. Tudo isso deve ser levado em conta na nutrição desses pacientes, apenas por intermédio de orientação profissional. Através da oferta de suplemento nutricional, orientada e acompanhada por uma equipe multiprofissional, pode ser proporcionada uma melhor qualidade de vida aos pacientes renais, mesmo em estágios avançados em hemodiálise.


Orientação nutricional para o doente renal crônico

    O DRC apresenta uma condição evolutiva de perda progressiva da função renal, até a necessidade de realizar uma terapia de substituição renal. O tratamento inicial pode ser conservador e acompanhado pelo nefrologista que direcionará a melhor conduta para cada caso. Os pacientes com taxa de filtração glomerular > 60 ml/minuto não necessitam de orientações específicas, exceto aquelas que toda pessoa deveria seguir. Buscando uma dieta equilibrada e livre de industrializados, gorduras e açúcares. 
    Aqueles com taxa de filtração glomerular < 60 ml/minuto precisam de apoio multidisciplinar com nutricionista para ajuste e restrições. É preciso verificar a qualidade da ingestão proteica, com restrição parcial de alguns alimentos ricos em fósforo e potássio. Ao iniciar o programa dialítico, a ingestão de proteína é maior do que no tratamento conservador, pois a perda de proteínas no processo de diálise pode ser significativa. Portanto, é essencial ter uma alimentação correta para evitar a desnutrição.

Hipovitaminose D na doença renal crônica


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    Vitamina D é um composto lipossolúvel produzido por meio de alimentos e da exposição à luz solar. A população com doença renal crônica (DRC) é especialmente suscetível à deficiência desta vitamina devido a diversos fatores, como a reduzida exposição solar em consequência da elevada carga de comorbidades, fotoprodução cutânea e hidroxilação hepática deficientes, redução do consumo de alimentos ricos em vitamina D e proteinúria.
    A hipovitaminose D está associada a maior mortalidade cardiovascular em pacientes com DRC. Nesse contexto, destaca-se a calcificação vascular (CV), a qual constitui um fator de risco para a doença cardiovascular, independente dos fatores tradicionais como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia e obesidade, tanto nos pacientes em diálise, quanto naqueles com DRC na fase pré-dialítica.
    A prevalência de hipovitaminose D aumenta à medida que a função renal diminui, variando de 40-86% em pacientes com DRC nos estágios 1-4 e de 76-100% naqueles submetidos à diálise. Os principais fatores associados à sua ocorrência são: idade avançada, presença de diabetes, índice de massa corpórea (IMC) > 30kg/m² e maiores níveis de PTH, fósforo e proteinúria, visto que pacientes com proteinúria e em diálise peritoneal apresentam elevado grau de severidade e prevalência de hipovitaminose D. Contudo o uso indiscriminado da vitamina D pode gerar quadros de Hipervitaminose, nunca sendo ter uso sem orientação de um profissional.






Referências bibliográficas


  • ALVARENGA, L. A. et al. Análise do perfil nutricional de pacientes renais crônicos em hemodiálise em relação ao tempo de tratamento. J Bras Nefrol, v. 39, n. 3, p. 283-286, 2017.

  • SAMAAN, F.; CARVALHO, A. B.; CANZIANI, M. E. F. Hipovitaminose D na Doença Renal Crônica: foco na calcificação vascular e pressão arterial. Sociedade Brasileira de Nefrologia. Maio, 2018.

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição: material de apoio para profissionais de saúde / Ministério da Saúde, Universidade Federal de Minas Gerais. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 164 p.

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