Terapia Renal Substitutiva
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COMO FUNCIONA?
Terapia de substituição renal (TRS) ou terapia renal substitutiva é um termo usado para abranger os tratamentos para a insuficiência renal. Quando as funções renais não estão sendo exercidas de forma adequada é preciso intervenção para que o equilíbrio seja restabelecido e a terapia renal de substituição tem como objetivos a correção das anormalidades metabólicas decorrentes da disfunção renal, a regulação do equilíbrio e balanços influenciados pelos rins (acidobásico, eletrolítico, hídrico, volêmico e nutricional).
Algumas complicações decorrentes do comprometimento renal podem justificar o início dessa terapia, como a sobrecarga de volume intratável, hipercalemia, acidose metabólica e sintomas urêmicos.
Em 2018, dados do CENSO brasileiro de diálise realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) o número total estimado de pacientes em diálise foi de 133.464.
TIPOS DE DIÁLISE
Existem vários modelos dialíticos. A escolha pelo método ideal para cada paciente vai depender do seu estado de gravidade e da disponibilidade dos centros para cada tipo. Em geral, os modelos de TRS dividem-se em intermitentes ou contínuos. Os métodos intermitentes geralmente são feitos em pacientes estáveis, enquanto os contínuos geralmente são escolhidos para os pacientes instáveis. A tabela abaixo mostra os diversos tipos de diálise possíveis em cada categoria.
HEMODIÁLISE
1. O que é?
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É um processo que filtra o sangue por uma máquina que vai retirar substâncias em excesso na corrente sanguínea que podem ser nocivas para o organismo, como ureia, excesso de sal e líquidos. Esse processo geralmente é feito 3 vezes por semana, com duração em média de 4 horas por sessão.
2. Como funciona?
Uma máquina recebe o sangue do paciente por um acesso vascular, que pode ser um cateter (tubo) ou uma fístula arteriovenosa, e depois chega no filtro de diálise (dialisador), através de uma bomba que empurra esse sangue até lá.
No dialisador o sangue entra em contato com uma solução de diálise (dialisato) através de uma membrana que retira o líquido e as toxinas em excesso e devolve o sangue limpo para o corpo do paciente pelo acesso vascular.
3. O que é a Fístula arteriovenosa?
A fístula arteriovenosa é feita por meio de uma cirurgia, pelo menos 3 meses antes de começar a diálise. Nessa cirurgia, o cirurgião vascular conecta uma veia com uma artéria do paciente. O intuito dessa conexão é fazer com que as veias naquela região se dilatem, já que essas veias vão receber um sangue arterial com maior pressão. Essa dilatação é benéfica e permite maior área pra fazer as punções de acesso vascular nos momentos de diálise.
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4. Quais os principais cuidados que se deve ter com a fístula?
- Sempre higienizar bem com água e sabão para evitar infecções;
- Não dormir por cima do braço que tem a fístula para não interromper o fluxo sanguíneo;
- Não medir a pressão no braço da fístula, para não impedir o fluxo;
- Não permitir a retirada de sangue ou aplicação de medicamento nas veias do braço que tem a fístula, a não ser que o médico permita;
- Evitar que as punções para a hemodiálise sejam feitas exatamente no mesmo local da fístula, para evitar uma cicatrização forte naquele local, e atrapalhar as punções futuras.
5. Quais as principais complicações da hemodiálise?
A hemodiálise é um processo terapêutico praticamente isento de riscos para a vida do paciente. Nos últimos 50 anos, o avanço tecnológico tornou esse procedimento seguro e capaz de manter a vida dos pacientes por longos períodos. Mas algumas complicações podem ocorrer, em aproximadamente 30% dos procedimentos.
As principais complicações que podem acontecer no paciente que faz diálise são: pressão baixa seguida de vômito, tontura, dor de cabeça, pressão alta e arritmia cardíaca. Menos frequentemente pode acontecer ainda coceira, reações alérgicas, dor no peito, hemorragias, convulsões, dor lombar, e baixo oxigênio no sangue.
6. O que é o cateter venoso?
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O cateter venoso central (CVC), é um tipo especial de cateter intravenoso que é usado em pacientes que começam a diálise que ainda não fizeram um acesso definitivo como a fístula arteriovenosa.
O CVC pode ser temporário ou definitivo. O cateter temporário é um tubo flexível com duas saídas (uma para entrar e outra pra aspirar o sangue), utilizado em situações de emergência ou enquanto ainda não é feito o acesso definitivo. No CVC permanente, o tubo é mais flexível, é instalado numa pequena cirurgia e podem ser utilizados por um período maior, até um a dois anos.
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- Higienizar as mãos antes da diálise;
- O curativo deve ficar limpo, seco e fechado, assim como estava ao sair da clínica ao término da sua sessão. Caso precise trocar o curativo, deve-se ir à clínica para ser feito pelos profissionais.
- Não dormir sobre o lado do corpo que o cateter está;
- Não molhar o cateter durante o banho; evitar banho por aspersão (chuveiro).
- Evitar roupas apertadas ou acessórios que possam puxem ou pressionem o cateter;
- Caso haja febre, sangramento ou dor forte no local, comunicar imediatamente à equipe médica ou de enfermagem;
- Não deixar profissionais fora da equipe especializada fazerem administração de medicamento ou coleta de sangue pelo cateter;
- Não usar pomadas /cremes ao redor do cateter.
Hemodiálise intermitente
A hemodiálise intermitente é aplicada por curtos períodos de tempo, aproximadamente de 3 a 4 horas, cerca de 3 vezes por semana. Devido a um volume relativamente alto de líquidos serem removidos do corpo em um curto período de tempo, essa modalidade de tratamento pode ter como desvantagem a hipotensão arterial. Outras complicações que podem ocorrer são: náuseas, vômitos, câimbra e dor de cabeça.
Terapias contínuas de substituição renal
As terapias contínuas de substituição renal (TSRC), como outras técnicas de depuração sanguínea, constituem-se em um sistema de circulação extracorpórea, composto por uma linha arterial e uma venosa, um filtro ou capilar de diálise e um cateter de duplo lúmen inserido em veia calibrosa. A diferença é o tempo da terapia que permite que a purificação sanguínea seja lenta e contínua, aproximando-se da função renal normal 24/dia
Ela apresenta algumas modalidades de tratamento são elas: ultrafiltração lenta contínua, hemofiltração veno-venosa contínua, hemodiálise veno-Venosa contínua e a hemodiafiltração veno-venosa contínua. Na figura abaixo está exposto o modelo de como funciona o sistema Hemodiálise veno-venosa contínua que modalidade similar a hemodiálise intermitente ela não utiliza solução de reposição e tem como princípio a difusão.
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Diálise Peritoneal
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Você sabe o que é a diálise peritoneal?
É uma opção de tratamento da doença renal crônica que utiliza o próprio corpo do paciente para eliminar toxinas e líquido em excesso por meio do peritônio, um filtro natural, como substituto da função renal.
Para isso, um líquido de diálise é colocado na cavidade peritoneal, na parte inferior do abdômen, e drenado por um cateter (tubo flexível biocompatível). Permanente e indolor, o cateter é implantado por uma pequena cirurgia no abdômen e a diálise pode ser realizada pelo próprio paciente ou por um familiar.
Então, esse tratamento é melhor do que a hemodiálise, que faz a filtragem do sangue por uma máquina? Os resultados dos dois tipos de tratamento são iguais, com vantagens e desvantagens. A escolha depende da avaliação do nefrologista, das condições clínicas e do próprio paciente.
REFERÊNCIAS
CUSTODIO, Fabiano Bichuette; LIMA, Emerson Quintino de. Hemodiálise estendida em lesão renal aguda. J. Bras. Nefrol., São Paulo, v. 35, n. 2, p. 142-146, June 2013.
TERRA, Fábio de souza. et al. As principais complicações apresentadas pelos pacientes renais crônicos durante as sessões de hemodiálise. Rev. Soc. Bras. Clín. Méd. v. 8, n. 3, 2010.
https://www.sbn.org.br/noticias/single/news/dialise-peritonial/
GARCES, E. O; VICTORINO, J. A.; VERONESE, F. V. Anticoagulação em terapias contínuas de substituição renal. Rev. Assoc. Med. Bras. São Paulo, v. 53, n. 5, p. 451-455, Out. 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302007000500023. Acesso em: 10 dez. 2020.
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